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30
Nov
2009

Um olhar sobre a história das revoluções em uma ótica comportamental

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SustentabilidadeQuando falamos em histórias, verídicas ou não, podemos nos reunir durante várias horas, dias, meses, anos… Podemos traçar diversas teorias e narrar versões de acordo com o que defendemos.

De acordo com a evolução universal, sabemos que somos privilegiados pelo desenvolvimento da razão, pela qual nos julgamos diferentes dos outros animais.

Diante desse conceito, evoluímos gradativamente, cada época com sua fase revolucionária, com seus acontecimentos marcantes e características. É interessante notar que sempre há inovação e desconfiança caminhando paralelamente em torno das revoluções.

A história nos mostra uma necessidade de registro de acontecimentos desde a época das cavernas, onde os humanos utilizavam-se de figuras impressas por tinta (entenda-se sangue) com o intuito de comunicação. Depois, surgiram tribos, sociedades e constantes evoluções, principalmente ligadas ao afastamento do homem dos perigos da natureza. As descobertas fascinaram o homem; elas o introduziram habilidades e conhecimentos. Mas também introduziram a curiosidade (voltada para criar e destruir).

O homem acabara de ficar preso a uma figura maior, que traçava suas atitudes de forma unilateral. A religião (em essencial, católica) dominou-o por muito tempo. Nessa época se faziam barbáries diárias usando-se de uma ideologia demagoga por parte dos “representantes divinos”.

Passado o período “médio” da história, veio a esperança de depositar no homem a confiança de que num universo tão gigantesco e tão complexo, somente ele era capaz de ter a visão racional voltada a seus semelhantes. Os incontáveis mártires que se sacrificaram pela luta de um ideal instigaram os sobreviventes a espalharem suas idéias ao mundo, combatendo injustiças. O direito começava a ser o norte, a nova figura coercitiva.

Uma vez que a sociedade começou a se estruturar de forma mais racional, regressa a ambição no caminho contrário de uma convivência harmônica. Líderes arbitrários começaram a surgir, movimentos paralelos em idéias defendidas com unhas e dentes; continuaram os conflitos, que, aliados aos avanços tecnológicos, culminavam em destruição em massa.

Antagonicamente, o mundo se dividira em vários pedaços chamados territórios soberanos, onde poucos exerciam arbitrariamente a vontade diante de muitos. Os direitos existiam para poucos; para o público era insuficiente. Como uma repetição que sempre há, houve resistência, sacrifício e um novo marco.

As pessoas tornaram-se mais liberais, abertas a novos conceitos de comportamento, esquecendo ideais até então intocáveis e foram, geração em geração, escrevendo na história novidades nos estilos de vida. Política, economia e direito passam todos os dias por reformulações, atualizações e novas óticas até então intoleráveis ou questionáveis.

O mundo se maravilhou com a rapidez com que a revolução industrial introduziu modelos mais atualizados, de uma forma globalizada. Com os contínuos aperfeiçoamentos tecnológicos, veio a revolução permanente pela qual se passa ultimamente, a da informação, muito mais universal e rica a cada dia.

A informação, conectada mundialmente é, como toda a (r)evolução descrita aqui aliada e inimiga do homem. Somos cada dia mais vigiados, mais cobrados, mais informados e partícipes de maiores disputas.

Atualmente, vivemos um grande paradoxo: ter de cuidar do mundo sem perder o desenvolvimento, a evolução. A sustentabilidade, paralelamente à informação, é a revolução da vez, mas de forma diferente aquela vem não em forma de conflitos, mas de um alerta sobre a possibilidade e obrigação de haver uma maior união entre as pessoas.

A sustentabilidade tão defendida hoje pelas empresas que querem imprimir uma identidade responsável e bem quista não é tão somente plano de marketing. De forma racional, devemos enxergar sustentabilidade como forma de unir a humanidade contra os males causados pela própria humanidade.

Reparar os danos de guerras, genocídios, discriminação racial, sexual, ideológica, miséria… são os primeiros passos para o homem enxergar que é preciso usar sua sabedoria aliada ao direito para instituir um mundo mais humano, mesmo que através da coercitividade.

 

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"Direito é uma ciência que estuda da relação humana de forma heterônoma, bilateral e coercitiva visando o bem comum de todos"

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